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  • Beto Ruschel

Por que vivo da música?


Olha que legal, quando falta um lugar para escrever, vamos lá e criamos um. Nem que seja na parede do quarto! Neste caso, fazendo uma reforma em nosso website, achamos interessante ter um espaço para conversar, desabafar, devanear, espairecer através das palavras escritas. Sim, inauguramos um blog. Um blog e suas múltiplas funções! O blog foi uma revolução que aconteceu na internet. Antes de Orkuts, Faces, Twitters e as mais diversas redes sociais, pipocavam páginas e mais páginas de opiniões, notícias independentes, fofocas, culinária, moda e tudo mais que você quisesse encontrar. E os blogs acabaram? NÃO! Diversificaram-se. Mudaram de nome. As redes sociais interferiram dramaticamente nessa dinâmica. Temos, por exemplo, os videologs, onde as pessoas falam das suas áreas de interesse, que, às vezes, é absolutamente nada. E o mais incrível é que estes que literalmente falam sobre o NADA são os que têm mais visualizações e seguidores. De certa forma, falar é mais “fácil” do que escrever. Escrever um cartão de aniversário já é razoavelmente difícil (melhor comprar pronto). Imagina uma crônica, um conto, um romance... Eu, particularmente, sempre me achei um cara da escrita! Se falar é fácil, então vamos fazer, ou melhor, escrever.

Mas o assunto do post de hoje não é esse. “Pô, só agora que esse cara avisa”, deve estar pensando o impaciente leitor. CALMA! Meus assuntos preferidos são música, banda, rock, viagem e filosofia barata (que pode ser vendida cara por algum espertalhão). Aqui vai ter espaço para muitas ideias e espero ainda contar com a ajuda dos meus parceiros de banda, os grandes Forasteiros. O assunto de hoje é sobre o que aconteceu na noite da última quinta-feira, 16 de novembro de 2017. Se você não compareceu, não pôde ir, não quis ir, ficou doente ou com medo da chuva, não se preocupe. Vou pintar na sua cabeça um pouco da imagem que se formou dentro da minha.

Quem é daqui de São Miguel do Oeste ou regiões próximas já deve estar imaginando o pior dos cenários. Chuva forte, água para todo lado, vento... Tudo isso bem na hora marcada para o início das apresentações na Faismo 2017, no Parque Rineu Gransotto. Estavam escalados para fazer o som da noite: Os Forasteiros de Faraway, Dinamark Blues Band, Old Dog e Acústicos e Valvulados. É! Foi isso mesmo. O mundo desabou e molhou o palco todo. Antes do primeiro acorde. Foi (quase) o FIM. Mas não foi. Depois de uma espera de pouco mais de uma hora, subimos ao palco com uma plateia ainda tímida. Conforme fomos tocando, o público foi chegando. Na vez da Dinamark, mais gente. Na vez da Old Dog, um pouco mais e, finalmente, um público melhorzinho para assistir à lendária banda de rock do Rio Grande do Sul, Acústicos e Valvulados. O adjetivo lendário é por minha conta, mas é o que eles são para mim a partir desta memorável quinta-feira. Rafael Malenotti e sua turma são foras-de-série e é neste ponto que eu queria chegar. 27 anos de banda. São remanescentes de uma época que ainda nem se falava em mp3. Ainda em conta-gotas os CDs chegavam ao Brasil. Nessa época, meu sonho era ter uma banda como a Acústicos e Valvulados. Hoje, em um mercado que tenta excluir o rock dos estilos mais amados (não poderia estar melhor), Os Acústicos são referência na resistência (desculpem a rima). O rock sempre foi contracultura. Subversivo. Protesto. Então acredito que não ser o queridinho da mídia só o deixa ainda mais forte.

Como se não bastasse, com toda essa bagagem e currículo, esses caras de Porto Alegre (os Acústicos) teriam tudo para serem estrelas e se acharem os tais. Ledo engano, amigo leitor. Ledo engano! Na quinta-feira, eles mostraram para os fieis fãs que enfrentaram a chuva e compareceram na Faismo 2017 em São Miguel do Oeste qual é um dos principais requisitos para uma banda durar tanto tempo: GENEROSIDADE. Não se importaram em dividir o palco em condições de igualdade de equipamentos com as bandas locais (além da Old Dog, que é de Passo Fundo/RS), além de chamar para participações especiais Gaspo Harmônica, de São Miguel, e Rodrigo, da banda Old Dog. E para o grand finale, Rafael Malenotti chamou todos de todas as bandas para cantar um clássico do Rock Gaúcho: Cachorro Louco (TNT). Confusão e alegria em cima do palco. Se ficou bom, pouco importa para o pequeno público que pulava enlouquecido com aquela festa. Pronto! Era o que precisava para me ganhar para todo o sempre. R-E-S-P-E-C-T! É tudo o que tenho a dizer a respeito da banda ACÚSTICOS E VALVULADOS. Eles me representam.

Por que vivo da música? Porque quero estar presente e fazer parte de momentos como este. Porque quero inspirar e ser inspirado. Porque a música não precisa ser necessariamente meu sustento financeiro para que eu possa viver dela. Porque através da música fiz meus melhores amigos com os quais vivo dividindo e multiplicando sonhos: OS FORASTEIROS.

Sil, Beto e Ander com os Acústicos e Valvulados (cortesia IAF)

Foto tremida (valeu, Sil). Momento inesquecível!

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