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  • Beto Ruschel

VINTE - VINTE

Que ano! Já começa como um trocadilho ambulante. Vim te ver; vim te cobrar! Pode ser um trocadilho mais afável. Vim te admirar; vim te amar! Seja qual for, 2020 chegou já mostrando que não está lá muito para brincadeira, levando consigo um dos maiores bateristas de todos os tempos. Que lástima. Neil Peart, da banda canadense Rush, que, certa vez se perdeu pelas barrancas do Rio Uruguai. Mais precisamente por Itapiranga. Uma verdadeira lenda. Mas, sem fugir do clichê, essa tal de morte é a única certeza da vida. Imortal somente nosso legado. Nossas histórias, ensinamentos e jeito de ser é que ficam entre os que seguem na peleia do dia a dia.


Viciei em uma série da Netflix (grande novidade), indicada pelo meu irmão: Vikings. De início não botei fé que me agradaria. E não é que acabei gostando!? Afora litros e litros de sangue que jorram da tela e cenas de sexo nada convencional que muitas vezes deixam sites pornôs no chinelo, o que me prendeu mesmo (sério) foi todo o enredo da expansão viking ocorrida entre os séculos VIII e XI, deixando marcas definitivas na Europa, África e mesmo Ásia. Alguns chegaram na América antes mesmo do Colombo e sua turma.

Buscando um pouco mais de informação sobre os acontecimentos daquela época, impressionou-me o fato de que tudo o que se sabe sobre a expansão viking não vem diretamente dos protagonistas, pois esses bárbaros não costumavam escrever sobre suas aventuras, muito menos fazer selfies sobre um corpo trucidado de um soldado saxão (#decapitação, #partiusaquear, #machadosanguinário). Não! Todos os relatos provêm de civilizações que coexistiram com esses guerreiros impetuosos, por vezes até diplomatas, mas, na grande maioria das vezes, violentos e brutais.


Transportando para os dias atuais é quase inimaginável tamanhos feitos que passem incólumes ao registro de uma pena. Tá bom; tá bom! Ao registro de dedos astutos sobre um teclado de computador.


Comecei este texto para falar sobre as pretensões dos Forasteiros em 2020 e nos anos que seguirão. Confesso que minha cabeça anda bastante confusa e a divagação acima é um reflexo dessa confusão. Entretanto, os vikings nos deixaram uma lição importante. Do meu ponto de vista, seus feitos foram tão grandiosos que o registro histórico por sua parte de suas façanhas era “quase” desnecessário. Estavam ocupados demais navegando e invadindo. Quase, porque a história e as estórias sempre precisam ser contadas por alguém. No caso dos nórdicos, muita coisa acabou virando lenda e tomou contornos de ficção.


Para uma banda de rock (ou qualquer outro estilo), acredito que esse ímpeto dos vikings é algo realmente a servir de espelho. Não precisa sair matando todo mundo e saqueando geral (Deus me livre). Refiro-me ao ímpeto da conquista de novos territórios; novos ouvidos; novas plateias. Assim, novas histórias e estórias serão vividas e contadas.


E Os Forasteiros de Faraway? Serão vikings na música? Espero, sinceramente, que sim. Temos muitas músicas arquivadas aguardando a possibilidade de produção e lançamento. Boas canções! Temos muitas cidades a retornar com nossa impetuosidade musical e ainda muitas cidades a serem desbravadas. Estamos com quase 12 anos de estrada e ainda muita lenha para queimar (acredite). Talvez sejamos lembrados em crônicas futuras como guerreiros de dupla personalidade do rock. Durante o dia, respeitados trabalhadores em seus escritórios, oficinas e afins. Aos fins de semana, destiladores de notas por vezes vorazes e agressivas, por outras melódicas e empolgantes. Shows memoráveis e um legado que atravessa algumas gerações.


Não é muito a se desejar, né?


Um ótimo vinte-vinte a todos.



Os Forasteiros com Eliéser Ambrósio no Sunset da Rabo de Saia na Four Club (11 de janeiro)



Os Forasteiros e Mari Oliver da Boutique Rabo de Saia na Four Club (11 de janeiro)

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